quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024
Eu rabisco livros
sexta-feira, 24 de novembro de 2023
Petróleo Quinado Juvênia
terça-feira, 7 de novembro de 2023
Antes que o café esfrie
Minha filha indicou o livro "Antes que o café esfrie" de Toshikazu Kawaguchi (https://www.amazon.com.br/Antes-caf%C3%A9-esfrie-Toshikazu-Kawaguchi/dp/6588490364)
segunda-feira, 4 de setembro de 2023
Pessoas que magoei
A música “Sei lá eu” de Pedro Altério e Pedro Viáfora, do Cinco a Seco é que me despertou a ideia de hoje, os versos são:
(...)
Posso ser o corno que vai matar
Já fui eu o chato que gritou
Posso ser o rico que quer mandar
(...)
Pessoas chatas, ingratas, mal-educadas, grosseiras, somos todos. Lembro de dois fatos emblemáticos. No primeiro deles eu estava super cansado de um dia estafante de trabalho e voltava de Santos para o Guarujá tomando a barquinha na ponta da praia. Era o horário de final do trabalho, muita gente transitando de lá para cá e como é comum naquele trecho, muitas bicicletas. Uma bicicleta veio pela calçada em minha direção e não conseguiu frear. O motorista (existe motorista? Deveria usar biker?) tentou e tentou, mas não conseguiu, a bicicleta já em baixa velocidade parou na minha canela, foi um toque, bem leve por sinal. E eu descarreguei a raiva do dia no piloto (me recuso a usar biker). Ele se desculpou, ficou atônito e assim que eu parei de dizer impropérios ele me perguntou: Foi para tudo isso?
Eu caí em mim e então me desculpei envergonhado.
Outro momento foi quando eu estava indo a uma festa que não queria, a chuva caía e um flanelinha veio orientar como estacionar e eu respondi grosseiramente, ele então desistiu de cobrar e eu percebi que tinha colocado a minha raiva dele, me desculpei e paguei.
Nesses dois exemplos eu ainda consegui me redimir e apresento as minhas motivações. Nem sempre é assim, quase nunca é.
Muitas vezes eu não percebo a mágoa que causei, ou só a percebo muito tempo depois que aconteceu. O contrário também pode ser verdade, acho que magoei e a pessoa nem percebeu.
A única solução para o problema, considerando que ainda não temos uma máquina do tempo, é pedir perdão, aquele perdão sincero e arrependido. Acontece que nem sempre essa solução está disponível, na pior das hipóteses a pessoa magoada já se foi e nos resta pedir perdão para os parentes próximos, é um remédio, mas não uma solução. Outras vezes a pessoa está distante e não aceita mais nenhum contato, bloqueia acessos e avisa amigos que não quer mais falar, fecha os ouvidos e represa em nós o arrependimento.
Quando ainda é possível pedir esse perdão é preciso coragem para assumir e superar a vergonha sem esperar o perdão, assumir o erro e tentar reparar o dano, se possível.
Pensando nesse tema, percebi que muitas vezes magoei pessoas, para algumas percebi e corrigi, para outras não; para algumas eu pedi perdão e para outras não.
Espero que esse texto seja o início de uma jornada de coragem para o resgate.
serviço: Sei lá eu (Pedro Altério e Pedro Viáfora): https://open.spotify.com/intl-pt/track/56NOkgZrtPi6mAwjGtsNZ0
segunda-feira, 14 de agosto de 2023
Vezes 2
Ouço todas as mensagens em dupla velocidade para ter mais tempo para ver mais reels, vídeos curtos e a minha atenção vai pulando daqui para ali e de lá para cá.
Tenho que me policiar para assitir um filme e me desconectar do celular. O que ainda consigo. E preciso de mais força de vontade para ler um livro.
Fiquei imaginando se houvesse a dupla velocidade na vida real. Seria igual querer flores no jardim e já tê-las. Se que fosse fazer um pão e pudesse prescindir do tempo para a bolinha subir no copo d'água.
Tudo para ganhar tempo e depois perder tempo.
Tenho as flores e perco a conversa com o jardineiro, tenho o pão e perco o descanso na rede.
A pergunta para a qual já tenho resposta é que é muito mais importante a conversa com o jardineiro do que as flores, ou descanso ao invés do pão.
Por isso a resolução é essa: nunca mais vou ouvir mensagens em dupla velocidade, não há minuto que possa ser aproveitado melhor do que ouvir com cuidado a mensagem que alguém gravou para mim.
P.S. Foi só publicar esse post e comecei a receber mensagens em baleiês.
quinta-feira, 27 de julho de 2023
Casacos....
Um história infantil relatava a disputa entre o Sol e o Vento, cada um se gabando de ser mais forte e poderoso. O Sol então propõe uma aposta, ganha quem conseguir tirar o casaco daquele homem que vai pela estrada. O Vento aceita prontamente e começa a soprar forte, de um lado, de outro, faz rodopios e o homem se agarra cada vez mais ao casaco, aperta bem o fecho, cruza os braços e nada do casaco sair. O Sol então brilha bem forte e o homem rapidamente tira o casaco.
Consigo até lembrar das ilustrações.
Mas não é sobre Sol, Vento ou casacos, ou melhor é sobre casacos também. Quero falar da experiência de morar em outros climas.
Hoje a metereologia informou que estávamos com 12º C às 6h00 da manhã, quando saí de casa, mas a máxima do dia seria 27º. Sair de casa merecia um casaco, mas logo no meio da manhã já seria um estorvo. Minha solução foi sair sem casaco, aguentar um pouco o frio e não ter que carregar o casaco o dia todo.
Em outros climas, os 12ºC da manhã seriam constantes ao longo do dia e o casaco necessário o tempo todo, nem pensar em ficar suado debaixo do casaco.
Experiências assim requerem estar em outros climas por um tempo longo. Numa viagem de turismo a gente nem se preocupa tanto com casacos e estorvos.
domingo, 2 de julho de 2023
A medida do tempo
A gente não sabe medir o tempo. A humanidade tenta... mas não consegue fazer isso lá muito bem. Tudo bem, tem a medições ultra científicas, relógios atômicos, tudo o mais. O fato é que só por termos várias e várias medidas isso já mostra um pouco da nossa incapacidade. Vejamos, hora, minuto, segundo, dia, semana, ano, mês, calendário solar, calendário lunar...
Entendo que o que a gente realmente consegue fazer é medir quanto demora entre um acontecimento e outro, quanto demora para um acontecimento se repetir. É assim na natureza, germina, floresce, frutifica, marcamos as estações. O sol nasce e se põe, marcamos os dias. A lua enche e esvazia, marcamos semanas e meses.
Na cidade moderna, longe da natureza, enchemos nossas vidas de eventos e não vemos o tempo passar. Colocamos tanta coisa no nosso dia a dia e tempo passa veloz, sem que o percebamos.
Criamos a ilusão figurativa de algo da eternidade para algo que nunca aconteceu, ou nunca vai se repetir e por isso fica durando para além do tempo. Ou então, para aquilo que queremos que seja contínuo e nunca deixe de existir.
"O tempo é um deuses mais lindos."