quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Coleções

 Uma coleção é mais do que a soma dos objetos que a compõem.

A coleção até valoriza mais a unidade.

Já faz algum tempo que eu recebi a incumbência de ser guardião de um coleção valiosa: os CDs da minha irmã caçula.

Com um gosto musical apurado e eclético ela foi guardando CDs maravilhosos, muitos deles autografados.

Quando ela se mudou não havia mais espaço para a coleção e eu morava numa casa bem espaçosa. Fiquei feliz, honrado e cheio de reponsabilidade.

De lá para cá minha vida teve um turbilhão de acontecimentos, mudei de cidade duas vezes, de casa três vezes, fiquei nômade por dois períodos e a coleção sob minha estreita responsabilidade.

Finalmente achei um lugar decente para guardar. Ainda falta organizar melhor, talvez catalogar e ordenar, ou melhor de tudo, ouvir.

Estou feliz por ter conseguido manter a coleção depois de tantas mudanças e continuar sendo merecedor da confiança, agora é escolher a melhor trilha sonora, não será fácil...





sábado, 30 de janeiro de 2021

 Ontem fiquei sabendo do tio Jacob. Um tio que me inspirou em muitas coisas. Fiquei lembrando do dia em que o conheci e, percorrendo o caminho da vida, me apercebi que são muitas as lembranças e admirações que ficaram.

Ficou uma tristeza serena, um dor constante misturada com as alegrias que ele me proporcionou.

Não é segredo que o tio Jacob foi minha inspiração para muitas coisas, inclusive a engenharia e a Mauá.

Guardo comigo muitas lembranças alegres e uma lembrança material que releva o cuidado que ele sempre teve com as coisas e ainda mais com as pessoas.

Fiquei lisonjeado quando ele me deu esse presente tão caro.

Vá em paz, Jacob!


A explicação:
Essa é a régua de cálculo que o Jacob usou durante o curso de engenharia na Mauá, dá para ler o número de matrícula, que indica que ele foi da sétima turma. Eu fui da vigésima sexta. A régua de cálculo era o que os engenheiros usavam antes das calculadoras. Eu não cheguei a usar réguas de cálculos. Essa régua de cálculo é alemã e ainda conserva o manual em alemão e uma pequena explicação em alemão, inglês, francês e espanhol. 



sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Neurônios Espelho

 Da wikipedia:


"Um neurônio espelho (também conhecido como célula-espelho) é um neurônio que dispara tanto quando um animal realiza um determinado ato, como quando observa outro animal (normalmente da mesma espécie) a fazer o mesmo ato. Desta forma, o neurônio imita o comportamento de outro animal como se estivesse ele próprio a realizar essa ação. Estes neurônios já foram observados de forma direta em primatas, também existe em humanos e alguns pássaros."


Eu não conhecia os tais neurônios espelhos. 


Achava graça quando eu me acocorava para conversar com ela e assim ficar na mesma altura, olho no olho, e então ela se acocorava também.


Essa é a minha lembrança singela de hoje!

sábado, 30 de maio de 2020

Uma saca de sal

Do dito popular: para se conhecer uma pessoa é preciso uma saca de sal.
Que quer dizer que é preciso tempo para se conhecer bem um pessoa, o sal a gente usa aos poucos, e sua todo dia e é assim que se conhece uma pessoa, sempre todo dia, um pouquinho por dia e dia a dia.
Podemos nos entupir de cerveja, fazer um doce de abóbora e gastar um quilo de açúcar, mas nem num churrasco se usa uma saca de sal.
E sal temos que ter sempre, já fiquei em casas sem açúcar, mas nunca sem sal.
E também podemos entender que não há a menor graça em conhecer uma pessoa sem sal ou estar num relacionamento sem tempero.

domingo, 29 de março de 2020

Quarentena 01


Olá,
Não. Não é o primeiro dia de quarentena. Na verdade estou sem sair de casa desde terça-feira, dia 24 de março, 5 dia portanto.
Hoje não devo sair e nem depois.
É um tempo muito estranho e somente hoje me bateu uma tristeza mais profunda.
Uma solução é fazer coisas que gostamos, por isso estou lançando um intermitente, esporádico, irregular e totalmente sem compromisso: Desafio Muroa de Quarentena.
Aproveite!

Desafio 01

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Amigos

É inevitável. Chega o fim de ano e começo a fazer um balanço do ano, da vida, de tudo e isso inclui amigos.
Como eu mudei muito tenho amigos espalhados por todo canto o que é muito bom, em compensação não tenho amigos de ver sempre, de convivência constante.
Isso não é bom e nem ruim, afinal, mesmo que distante no tempo e no espaço os meus amigos se fazem presentes.
No balanço de fim de ano me deparei a pensar nisso e a pergunta que me ficou foi:

Porque uma pessoa com quem não convivo, que não vejo há anos, me dá tanta alegria no reencontro?

Não é a conversa daquele momento e nem a lembrança de tempos passados.
É uma semente que foi plantada e ainda vive, é saber que o interlocutor é alguém que tem minha confiança, um passo que pode andar a meu lado, um ombro para consolar, uma mão para animar.
E isso não do momento, mas permanente.

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Pequenas lembranças

Lendo "A História da Vida Privada" me dei conta que a humanidade só recentemente se apropriou de tantos objetos de lembranças. O homem coletor/caçador por sua característica nômade não tinha condições de guardar lembranças. Objetos sem utilidade prática eram poucos e muito especiais. Mesmo mais recentemente não tínhamos condições de guardar objetos que nos remetiam a lembranças especiais.
Alguns poucos objetos carregados de significado nos acompanhavam por todo uma vida ou até mais, quando guardávamos aquele anel da avó, aquele cachimbo que foi do avô.
Hoje ficou a lembrança desse tempo e uma infinidade de souvenirs, mementos e outros objetos que, por sua quantidade, perderam significados.
Eu, como sou meio nômade, não consigo guardar tantos objetos e já perdi vários nas minhas tantas mudanças.
Por isso, os que tenho não os guardo escondidos dos outros e de mim, ficam ao meu para me trazerem boas lembranças no momento presente. Já perdi objetos que guardara com tanto cuidado que nem os aproveitei.
Essa caixinha fica na minha mesa o tempo todo, ao lado de alguns outros. Se eu a perder não me será perdida as alegrias que me deu.