O texto completo da minha peça/festa de aniversário pode ser baixada em:
Texto completo
Espero que goste!
terça-feira, 17 de maio de 2016
Presente
O dicionário Priberam da Porto Editora dá para a palavra 'presente' o seguinte significado:
Como adjetivo
1. Que está no lugar de onde se fala, ou de que se fala.
2. Que está no tempo de onde se fala, ou de que se fala.
3. ...
....
Como substantivo:
6. O tempo atual.
7. A pessoa que assiste ou assistiu a algum acontecimento.
8. Coisa oferecida a alguém
...
O dicionário Houaiss informa que origem vem do latim, do que está à vista, que assiste.
Interessante notar que nas línguas latinas o sentido de 'presente' como algo que dá a alguém é feito por palavras diferentes, como 'regalo' em italiano e espanhol, ou 'cadeau' em francês, em alemão é 'Geshenk' e em inglês 'gift'. Nessas duas últimas existe uma palavra para presente como adjetivo originada do latim.
A língua portuguesa tem essas peculiaridades. Palavras diferentes e específicas.
Estava pensando na palavra e nos presentes que recebi por ocasião do meu cinquentenário. Vários presentes deliciosos, delicados, gentis. Todos, sem exceção, vindos com um gesto de carinho muito tocante. Recebi bebidas, eletrodomésticos, gravata, carteira, cd, dvd, pijama, livros, bibliocantos, chocolates, porta-retrato, ingresso para a olimpíada...
E é claro o presente da festa em si, da dedicação da minha família para realizar meu sonho.
Mas a razão da palavra 'presente' ainda me incomodava, porque não como o italiano com o sentido daquilo que alegra, ou do inglês para o que é dado?
A explicação me veio ao começar a usar os presentes. Fui fazer uma panqueca para jantar e o eletrodoméstico me fez lembrar de minha irmã, fui trocar a carteira velha pela nova e de novo os donos do presente me vieram à lembrança.
As pessoas se tornam presentes a cada instante que uso ou lembro do que me foi dado. O objeto traz a pessoa até aqui e isso sim é o que mais alegra!
Como adjetivo
1. Que está no lugar de onde se fala, ou de que se fala.
2. Que está no tempo de onde se fala, ou de que se fala.
3. ...
....
Como substantivo:
6. O tempo atual.
7. A pessoa que assiste ou assistiu a algum acontecimento.
8. Coisa oferecida a alguém
...
O dicionário Houaiss informa que origem vem do latim, do que está à vista, que assiste.
Interessante notar que nas línguas latinas o sentido de 'presente' como algo que dá a alguém é feito por palavras diferentes, como 'regalo' em italiano e espanhol, ou 'cadeau' em francês, em alemão é 'Geshenk' e em inglês 'gift'. Nessas duas últimas existe uma palavra para presente como adjetivo originada do latim.
A língua portuguesa tem essas peculiaridades. Palavras diferentes e específicas.
Estava pensando na palavra e nos presentes que recebi por ocasião do meu cinquentenário. Vários presentes deliciosos, delicados, gentis. Todos, sem exceção, vindos com um gesto de carinho muito tocante. Recebi bebidas, eletrodomésticos, gravata, carteira, cd, dvd, pijama, livros, bibliocantos, chocolates, porta-retrato, ingresso para a olimpíada...
E é claro o presente da festa em si, da dedicação da minha família para realizar meu sonho.
Mas a razão da palavra 'presente' ainda me incomodava, porque não como o italiano com o sentido daquilo que alegra, ou do inglês para o que é dado?
A explicação me veio ao começar a usar os presentes. Fui fazer uma panqueca para jantar e o eletrodoméstico me fez lembrar de minha irmã, fui trocar a carteira velha pela nova e de novo os donos do presente me vieram à lembrança.
As pessoas se tornam presentes a cada instante que uso ou lembro do que me foi dado. O objeto traz a pessoa até aqui e isso sim é o que mais alegra!
quarta-feira, 11 de maio de 2016
Uma nebulosa
Começou até antes da meia-noite.
Estava tudo escuro e de repente um brilho apareceu, uma estrelinha piscou.
Não passou muito tempo e outra, e depois outra e depois e depois.
E assim foi o meu dia ontem.
A cada instante um brilho surgia para me fazer sorrir.
A lembrança dos amigos pelo meu aniversário fez meu dia iluminado!
Estava tudo escuro e de repente um brilho apareceu, uma estrelinha piscou.
Não passou muito tempo e outra, e depois outra e depois e depois.
E assim foi o meu dia ontem.
A cada instante um brilho surgia para me fazer sorrir.
A lembrança dos amigos pelo meu aniversário fez meu dia iluminado!
quarta-feira, 4 de maio de 2016
A história dos dois que sonharam
Minha festa de 50 anos vai ser uma peça de teatro.
Um jeito de realizar um sonho e reunir amigos. Convidei muitos, espero que venham. Como é uma peça de teatro o convite não é individual, amigos podem trazer amigos.
Eu escrevi a peça e o meu sonho de ver um texto meu encenado vai se realizar!
A peça remonta ao conto de Jorge Luís Borges, A história dos dois que sonharam (que pode ser lida aqui).
Esse conto aparece nas Mil e Uma Noites e também foi a fonte de inspiração para o livro O Alquimista do Paulo Coelho.
Minha maior alegria vai ser a casa cheia!
Um jeito de realizar um sonho e reunir amigos. Convidei muitos, espero que venham. Como é uma peça de teatro o convite não é individual, amigos podem trazer amigos.
Eu escrevi a peça e o meu sonho de ver um texto meu encenado vai se realizar!
A peça remonta ao conto de Jorge Luís Borges, A história dos dois que sonharam (que pode ser lida aqui).
Esse conto aparece nas Mil e Uma Noites e também foi a fonte de inspiração para o livro O Alquimista do Paulo Coelho.
Minha maior alegria vai ser a casa cheia!
terça-feira, 3 de maio de 2016
Festa do Pica-Pau
As trigêmeas viviam numa família que fazia muitas festas. Festas de aniversário, festas de casamento...
Numa época do ano em que não havia o que comemorar inventaram a festa da coisa nenhuma. Uma festa só para confraternizar.
As trigêmeas, pequenas, gostavam do ambiente de festa, mas se sentiam isoladas num mundo de adultos. Concluíram também que tinham sempre uma só festa para as três, o que era um injustiça.
Resolveram então fazer uma festa sem motivo e escolheram o tema o Pica-Pau.
Fizeram os doces, o bolo, a decoração e os convites. Os pais entraram na jogada e deixaram tudo por conta delas. Davam apoio e o resto era com elas.
Elas entregaram os convites na escola e para os amigos da vizinhança.
E esperaram ansiosamente a Festa do Pica-Pau.
Os colegas de escola e os amigos acharam aquilo tudo muito estranho. Como assim uma festa do nada? Ninguém faz isso. As mães não entenderam aquele convite feito com lápis de cor como uma coisa séria. O resultado é que ninguém acreditou.
Ninguém apareceu na festa do Pica-Pau.
A tristeza das trigêmeas foi imensa.
Até hoje quando convido os amigos, seja para uma festança, seja para um pizza numa sexta-feira à noite, o fantasma do Pica-Pau me aparece.
segunda-feira, 25 de abril de 2016
Festa 50 anos
Minhas irmãs fizeram festas inesquecíveis aos 50 anos. Agora chegou a minha vez.
Minha tia realizou, em uma festa de aniversário, seu maior sonho. Montou um palco e cantou como uma profissional, foi lindo.
Outras irmãs juntaram as ideias e me convenceram a encenar uma peça de teatro de minha autoria. Mas de verdade, com palco, som, iluminação e tudo o mais.
Vai ser uma peça e vai ser uma festa.
Minha expectativa agora é ter o público. E que as pessoas gostem.
A peça "A história dos dois que sonham" será encenada no teatro Ábaco em São Bernardo do Campo, no dia 14 de maio, as 18h00.
Será uma peça de teatro, mas é uma festa de aniversário! Você está convidado!
Até lá!!
domingo, 6 de março de 2016
Formatura 2ª e 3ª turma de Engenharia de Produção - UFU - Ituiutaba
Os alunos da 3a. turma de engenharia de produção me homenagearam na sua formatura. Fiquei lisonjeado.
O presente recebido e que será guardado com muito carinho é esse da foto.
O presente recebido e que será guardado com muito carinho é esse da foto.
O discurso que proferi em agradecimento é esse:
Prezado Prof Daniel França Lazzarin, coordenador do curso de engenharia de produção; Prof. Amilton Silva Júnior, professor do curso de engenharia de produção, na pessoa de quem cumprimento os demais colegas aqui presentes; meus queridos afilhados, agora colegas; senhoras e senhores; boa noite.
De onde estou posso falar o que vejo. Vejo uma bela carga de emoção nessa sala, vejo o olhar orgulhoso daquele pai, vejo a satisfação no rosto daquela mãe, vejo a admiração incontida no rosto daquele irmão mais novo. Vejo uma satisfação infinita no rosto desses meus colegas.
Porém vejo mais do que isso, vejo uma sala repleta de sonhos. Vejo sonhos que aqui se concretizam, vejo sonhos que suplantaram inúmeras dificuldades, sonhos que nasceram há mais de cinco anos e exigiram noites de sono, fins de semana, longas horas de estudo. Vejo sonhos que superaram Jorges, Gleyzers, Antonios...
Enfim, o sonho de ser engenheiro se realizou.
Schiller, um escritor alemão disse que se deve respeitar os sonhos da juventude. (Não vou falar é só para ter se precisar “Man soll für die Träume seiner Jugend Achtung tragen”).
Esse respeito, no caso, refere-se a si mesmo. Ou seja, você deve respeitar seus sonhos de juventude, mantê-los vivos e verdadeiros. Isso porque sonhos não envelhecem, basta o sonho se realizar que ele renasce em outro sonho. Os sonhos que nasceram lá atrás se renovaram em sonhos que agora nascem, sonhos de atuar profissionalmente, de conquistar autonomia, de fazer o mundo um pouco melhor com base no conhecimento próprio. E eu sei que alguns desses sonhos já começaram a se realizar.
De onde estou fico embevecido ao ver essa sala assim repleta de sonhos, especialmente porque eu também pude participar desses sonhos. E quando se participa de um sonho próprio da juventude ficamos um pouco mais jovens também.
Daqui onde estou fico orgulhoso e feliz por vocês. Fico grato aos pais, familiares, amigos e toda a rede de pessoas que os ajudaram a chegar até aqui. Fico lisonjeado por ter sido convidado a estar aqui nesse momento. Mas mais do que tudo fico imensamente grato por vocês terem compartilhado comigo os seus sonhos de juventude, por terem compartilhado comigo um pouco da sua juventude, por terem permitido que eu me tornasse um pouco mais jovem. Obrigado.
Prezado Prof Daniel França Lazzarin, coordenador do curso de engenharia de produção; Prof. Amilton Silva Júnior, professor do curso de engenharia de produção, na pessoa de quem cumprimento os demais colegas aqui presentes; meus queridos afilhados, agora colegas; senhoras e senhores; boa noite.
De onde estou posso falar o que vejo. Vejo uma bela carga de emoção nessa sala, vejo o olhar orgulhoso daquele pai, vejo a satisfação no rosto daquela mãe, vejo a admiração incontida no rosto daquele irmão mais novo. Vejo uma satisfação infinita no rosto desses meus colegas.
Porém vejo mais do que isso, vejo uma sala repleta de sonhos. Vejo sonhos que aqui se concretizam, vejo sonhos que suplantaram inúmeras dificuldades, sonhos que nasceram há mais de cinco anos e exigiram noites de sono, fins de semana, longas horas de estudo. Vejo sonhos que superaram Jorges, Gleyzers, Antonios...
Enfim, o sonho de ser engenheiro se realizou.
Schiller, um escritor alemão disse que se deve respeitar os sonhos da juventude. (Não vou falar é só para ter se precisar “Man soll für die Träume seiner Jugend Achtung tragen”).
Esse respeito, no caso, refere-se a si mesmo. Ou seja, você deve respeitar seus sonhos de juventude, mantê-los vivos e verdadeiros. Isso porque sonhos não envelhecem, basta o sonho se realizar que ele renasce em outro sonho. Os sonhos que nasceram lá atrás se renovaram em sonhos que agora nascem, sonhos de atuar profissionalmente, de conquistar autonomia, de fazer o mundo um pouco melhor com base no conhecimento próprio. E eu sei que alguns desses sonhos já começaram a se realizar.
De onde estou fico embevecido ao ver essa sala assim repleta de sonhos, especialmente porque eu também pude participar desses sonhos. E quando se participa de um sonho próprio da juventude ficamos um pouco mais jovens também.
Daqui onde estou fico orgulhoso e feliz por vocês. Fico grato aos pais, familiares, amigos e toda a rede de pessoas que os ajudaram a chegar até aqui. Fico lisonjeado por ter sido convidado a estar aqui nesse momento. Mas mais do que tudo fico imensamente grato por vocês terem compartilhado comigo os seus sonhos de juventude, por terem compartilhado comigo um pouco da sua juventude, por terem permitido que eu me tornasse um pouco mais jovem. Obrigado.
Assinar:
Postagens (Atom)


