Hoje é dia de São João Crisóstomo (figura acima tirada da Wikipedia).
E isso é só uma parte da ideia de efemérides, que vem de efêmero, aquilo que dura pouco.
Enfim, marcamos os dias para irmos lembrando do que aconteceu.
Há dia para tudo. Alguns com conotação religiosa, outros comerciais e alguns que só fazem sentido para uma pessoa ou para um grupo de pessoas. Existem Bodas para todos os dias e anos.
Com as redes sociais e a maior conectividade entre as pessoas fico sabendo de datas que nunca imaginava.
Sem que eu soubesse o dia 19 de agosto comemorou o dia da fotografia. Várias e várias homenagens apareceram nas redes sociais.
O que mais legal aconteceu com o dia da fotografia foi que minha irmã, que é fotógrafa amadora, começou a publicar belíssimas fotos.
Viva o dia da fotografia!
terça-feira, 13 de setembro de 2016
sexta-feira, 9 de setembro de 2016
A revolta da vacina
Também não é sobre vacinar ou não vacinar, as reflexões abaixo parte do pressuposto que a vacina é necessária. Porém a reflexão não é inválida sem esse pressuposto.
Esse post é para lembrar do dia que levei minha filha para tomar vacina quando morávamos no Guarujá.
Nenhum pai quer ver os filhos sofrendo e a minha lembrança de vacinas e injeções é bem dolorida, nunca gostei, sempre foi um sofrimento.
Ao levar minha filha eu me lembrava do sofrimento, com isso sentia um aperto no coração de levá-la para esse sofrimento.
Eu esperava e aceitaria choro, revolta, escândalo. Fui preparado para isso.
No entanto ela, tão pequenina, fez uma carinha de choro, mas não derramou uma lágrima sequer.
Essa reação tão digna e sublime só fez aumentar a minha dor. Tivesse ela gritado seria mais compreensível, mas aguentar a dor me foi mais dolorido.
Acredito que isso aconteça sempre que temos que levar uma notícia ruim, seja uma demissão, a não escolha para uma posição, o término de um relacionamento, ou qualquer outra notícia ruim, mas obrigatório.
Nos enchemos de coragem e levamos a notícia, que afinal precisa ser dada, assim como a vacina. E quando a pessoa recebe a notícia com elevada dignidade, maturidade e serenidade, nos sentimos ainda mais sofridos.
domingo, 4 de setembro de 2016
Chefes
Em uma conversa sobre chefias, estilos de chefia, caráter, postura e outras coisas que observamos nos nossos chefes eu me lembrei da expressão "chefe tartaruga". E não é pelo fato de ser lerdo, mas sim da ideia de que, se uma tartaruga está em cima da árvore é porque alguém a colocou lá, pois tartarugas não sobem em árvores.
Obs. Já ouvi essa expressão trocando a tartaruga por um jacaré, o que dá no mesmo.
Resolvi então fazer uma lista de todos os meus chefes, Eu tive 19 chefes diretos, e mais seis chefes indiretos, para os quais eu também tinha que me reportar. Portanto, um total de 25 chefes. Desde o meu primeiro estágio quando terminei a escola técnica até agora.
Separei da minha lista de chefes tartarugas, e não foram poucos.
Fiz outra seleção, escolhendo os chefes que eu contrataria como chefes, nessa somente cinco.
Um fato que me chamou a atenção foi que dos 25 chefes a quem tive que responder, havia somente uma mulher e um negro. Tanto a mulher e o negro estão na lista de chefes que eu contrataria. O que faz sentido pois eles devem ter tido uma seleção ainda mais dura e chegaram onde chegaram vencendo barreiras que os outros não tiveram.
sexta-feira, 12 de agosto de 2016
Intacta Memória
Voltando para casa, perdido nos meus pensamentos em cima da bicicleta. Não nos pensamentos, mas em um pensamento específico: a memória. Minha vida é a minha memória? Se é isso então o mal que o Alzheimer faz é acabar com a vida e não trazer a morte.
Nesse pensamento me veio o título desse post: Intacta Memória.
Claro que eu vi isso em algum lugar, claro que não faz sentido. A minha memória não fica intacta, eu a torturo para guardar o que quero, eu a bombardeio repetindo lembranças. Intacta? Nunca!
Chegando em casa fui direto ao Google e encontrei um poema de Sophia Andressen, que eu conhecia por ser a mãe do escritor Miguel de Sousa Tavares.
Intacta Memória
Intacta memória – se eu chamasse
Uma por uma as coisas que adorei
Talvez que a minha vida regressasse
Vencida pelo amor com que a lembrei.
Sophia de Mello Breyner Andresen (Porto, 6/11/1919 – Lisboa, 2/7/2004)
Não fiquei torturando minha memória para saber se eu conhecia ou não. Porque a resposta veio em seguida. Eu me lembrei de "Intacta Retina" da música Cajuína do Caetano e aí misturei com meu pensamento.
Enfim, minha memória não está intacta, está em contínua mudança, alguns claros eu preencho com boas conversas com as pessoas que convivi. O que esqueço, esqueço. E vou tentando ir preenchendo minha vida de memórias boas a cada dia.
Nesse pensamento me veio o título desse post: Intacta Memória.
Claro que eu vi isso em algum lugar, claro que não faz sentido. A minha memória não fica intacta, eu a torturo para guardar o que quero, eu a bombardeio repetindo lembranças. Intacta? Nunca!
Chegando em casa fui direto ao Google e encontrei um poema de Sophia Andressen, que eu conhecia por ser a mãe do escritor Miguel de Sousa Tavares.
Intacta Memória
Intacta memória – se eu chamasse
Uma por uma as coisas que adorei
Talvez que a minha vida regressasse
Vencida pelo amor com que a lembrei.
Sophia de Mello Breyner Andresen (Porto, 6/11/1919 – Lisboa, 2/7/2004)
Não fiquei torturando minha memória para saber se eu conhecia ou não. Porque a resposta veio em seguida. Eu me lembrei de "Intacta Retina" da música Cajuína do Caetano e aí misturei com meu pensamento.
Enfim, minha memória não está intacta, está em contínua mudança, alguns claros eu preencho com boas conversas com as pessoas que convivi. O que esqueço, esqueço. E vou tentando ir preenchendo minha vida de memórias boas a cada dia.
domingo, 31 de julho de 2016
Presente
Nem faz tanto tempo assim, eu pensei em que a medida da vida deveria ser a capacidade de receber presentes.
O estopim para esse pensamento foi o fato de ter ganho uma meia e uma crônica do Luís Fernando Veríssimo sobre ganhar meias e o pior, ganhar meias de lã.
O pensamento era assim, enquanto podemos receber presentes vale a pena viver. Enquanto conseguirmos ver, ouvir, ler e compreender com clareza sempre vai ter um livro ou filme que se recebe numa demonstração de carinho. Quando não conseguimos mas aproveitar qualquer tipo de presente a vida não vale mais a pena.
Hoje sei que isso é uma bobagem, mesmo que interessante.
Quando não temos mais a capacidade de ler, ouvir, ou mesmo compreender um livro ou um filme, sempre será possível receber o afeto de quem nos presenteia.
Ontem ganhei uma caneta de meu irmão, fiquei feliz.
Mas há presentes ainda mais singelos, um convite inesperado, uma mensagem sincera, ou só ouvir a voz de alguém que nos envia um pouco de coragem, enfim qualquer coisa que nos traga paz já um presente e tanto.
Afinal....
"só podemos nos dar o amor do qual todas as outras coisas são símbolos..."
Borges
quarta-feira, 27 de julho de 2016
A primeira vez
Eu só fui viajar para o exterior depois dos quarenta. Quando entrei no avião e me dei conta do que ia fazer fiquei pasmo. Logo no começo do voo começou a passar "O diabo veste Prada" com a música da KT Turnstall (Suddenly I see). Até o hoje essa música me enche de alegria!
Na maioria das vezes a primeira vez nem é tão boa assim, muitas vezes é preciso prática e treino para aproveitar, mesmo assim a primeira vez fica marcada na memória.
Nesse mês tive a oportunidade de ver a felicidade de minhas alunas ao participar de um congresso internacional, de viajar, de apresentar um trabalho em língua estrangeira, de viajar e ver o mundo.
Sei que essa experiência vai ficar marcada para elas e a cada vez que via a felicidade delas eu me sentia muito feliz e orgulhoso de estar participando dessa experiência.
Para ilustrar uma foto na Plaza Mayor e minha cara de felicidade!
Na maioria das vezes a primeira vez nem é tão boa assim, muitas vezes é preciso prática e treino para aproveitar, mesmo assim a primeira vez fica marcada na memória.
Nesse mês tive a oportunidade de ver a felicidade de minhas alunas ao participar de um congresso internacional, de viajar, de apresentar um trabalho em língua estrangeira, de viajar e ver o mundo.
Sei que essa experiência vai ficar marcada para elas e a cada vez que via a felicidade delas eu me sentia muito feliz e orgulhoso de estar participando dessa experiência.
Para ilustrar uma foto na Plaza Mayor e minha cara de felicidade!
domingo, 10 de julho de 2016
Vitória e Merecimento
No momento da largada da minha primeira maratona meu sábio amigo de corridas me disse:
- A vitória é estar aqui. Daqui para frente é festa, comemoração.
No meio da tensão da corrida, do medo de não conseguir terminar bem, da expectativa da primeira vez, aquela fala me acalmou. Na hora eu nem entendi bem porque.
Depois da corrida, conversando, pude compreender melhor.
A vitória era ter se preparado adequadamente, estar bem, não fazer nenhuma loucura e saber-se capaz, merecedor.
Em breve vou participar de mais um congresso internacional, será mais um para mim. Será o primeiro para minhas alunas.
Vou dizer para elas o mesmo:
- A vitória é estar aqui. Daqui em diante é festa, comemoração.
A vitória foi ter conseguido o aceite, ter conseguido o financiamento, vencido barreiras e medos.
Corri outras maratonas depois.
Elas vão participar de muitos outros eventos.
- A vitória é estar aqui. Daqui para frente é festa, comemoração.
No meio da tensão da corrida, do medo de não conseguir terminar bem, da expectativa da primeira vez, aquela fala me acalmou. Na hora eu nem entendi bem porque.
Depois da corrida, conversando, pude compreender melhor.
A vitória era ter se preparado adequadamente, estar bem, não fazer nenhuma loucura e saber-se capaz, merecedor.
Em breve vou participar de mais um congresso internacional, será mais um para mim. Será o primeiro para minhas alunas.
Vou dizer para elas o mesmo:
- A vitória é estar aqui. Daqui em diante é festa, comemoração.
A vitória foi ter conseguido o aceite, ter conseguido o financiamento, vencido barreiras e medos.
Corri outras maratonas depois.
Elas vão participar de muitos outros eventos.
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